domingo, 12 de outubro de 2008

Candanga (por: Natty Marques)

Escito por: Nathalia Marques


Novamente fui cega
Ver não é somente sentido
Vi o que não estava ali
O que não existia

Languidamente o que era desejo
Tornou-se intrínseco

E um sem-número de vezes passei
Por situação semelhante

O sorriso transformou-se em fardo
Dor lancinante
Dor do erro, da arrogância, da prepotência

Já havia traçado, em minúcias
A vida incomum,
Destinada a nós

Mas a ação humana
A sua ação, interpôs-se
Como pôde?
Criatura vil e maravilhosa

ParvoInocente
São, agora, adjetivos que me definem

O nada também pode ser
E o ser nada também pode ser algo
Plausível
Real

O teu nada
Germinou meu pranto
Meu pranto, uma súplica
Inaudível e angustiante
Oração

E como podes distorcer o que já existia em meu mundo?
Povoando minhas idéias
As realidades confluiriam
Verdade!Já se aproximavam ligeiras
De modo fantástico

Porém, agora possuo apenas lembranças
E já não durmo mais
Somente penso em ti
No escuro do quarto
E de meus pensamentos

Nenhum comentário: